Requisito Funcional E Nao Funcional

Entender claramente o que é um requisito funcional e não funcional é essencial para qualquer equipe de desenvolvimento de software que queira entregar um produto alinhado com as expectativas dos usuários e do negócio. Esses dois tipos de requisitos formam a base de qualquer projeto de TI, definindo não apenas o que o sistema deve fazer, mas também como ele deve se comportar sob diversas condições.

O que é um Requisito Funcional

Um requisito funcional descreve uma função específica que o sistema deve executar, ou seja, as ações que o software deverá realizar em resposta a determinados estímulos. Essas funcionalidades são geralmente capturadas a partir de processos de negócios e representam os serviços que o sistema oferece aos seus usuários. Eles são a espinha dorsal das histórias de usuário e mapas de produto, garantindo que o time de desenvolvimento saiba exatamente quais tarefas implementar.

Para ilustrar, podemos pensar em exemplos cotidianos de requisitos funcionais: um formulário de cadastro que deve validar e armazenar os dados do cliente, uma busca que retorne resultados relevantes em até dois segundos ou um botão de pagamento que processe a transação com segurança. Cada um desses itáveis é uma ação concreta que o software deve cumprir para ser considerado completo. Sem a definição clara desses pontos, a equipe corre o risco de construir algo que não atende às necessidades reais do negócio.

Características e Vantagens de Requisitos Funcionais

Os requisitos funcionais são intrinsecamente ligados aos casos de uso e possuem uma estrutura que geralmente inclui uma entrada, um processamento e uma saída esperada. Eles são testáveis, pois é possível verificar se uma função foi implementada corretamente através de cenários de teste específicos. Essa testabilidade é crucial para a qualidade do software, pois permite que os times de QA criem scripts que validem cada funcionalidade individualmente.

Requisito Funcional e Não Funcional de Software: entenda a diferença ...
Requisito Funcional e Não Funcional de Software: entenda a diferença ...
  • Clareza: Devem ser redigidos de forma inequívoca, eliminando ambiguidades.
  • Mensurabilidade: É possível medir se o requisito foi atendido através de critérios de aceite.
  • Rastreabilidade: Facilita o acompanhamento desde a concepção até a entrega final.

Além disso, ter uma definição precisa dos requisitos funcionais ajuda a evitar retrabalho custoso. Quando todos os stakeholders concordam com o que o sistema deve fazer, reduz-se drasticamente a chance de mudanças de escopo durante o desenvolvimento. Isso economiza tempo, recursos e evita frustrações entre cliente e fornecedor.

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O que é um Requisito Não Funcional

Enquanto os requisitos funcionais definem o "fazer", os requisitos não funcionais definem o "ser". Eles estabelecem as qualidades e restrições que o sistema deve possuir, influenciando diretamente na experiência do usuário e na performance geral da aplicação. Esses critérios são tão importantes quanto os funcionais, pois garantem que o software não apenas funcione, mas que funcione bem.

01.análise de Requisitos - Funcionais X Não Funcionais | PDF | Imagem ...
01.análise de Requisitos - Funcionais X Não Funcionais | PDF | Imagem ...

Exemplos de requisitos não funcionais incluem desempenho, segurança, usabilidade, confiabilidade, escalabilidade, manutenibilidade e conformidade regulatória. Por exemplo, uma aplicação pode ter a função de enviar e-mails (funcional), mas a exigência de que ela suporte mil envios simultâneos sem degradação de desempenho é um requisito não funcional. Outro exemplo é a necessidade de que uma tela seja acessível para deficientes visuais, atendendo a normas de acessibilidade.

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Características e Benefícios dos Requisitos Não Funcionais

Os requisitos não funcionais são geralmente mais subjetivos e difíceis de mensurar, mas sua importância está em definir o nível de aceitabilidade do produto. Eles respondem perguntas como: quão rápido o sistema deve ser? Quão seguro ele precisa ser? Quão fácil é para um novo usuário se adaptar? Essas respostas moldam a arquitetura técnica e as decisões de arquitetura de software desde as fases iniciais do projeto.

Requisitos funcionais e não funcionais: guia completo
Requisitos funcionais e não funcionais: guia completo
  • Experiência do Usuário: Requisitos de usabilidade e acessibilidade garantem que o software seja intuitivo e inclusivo.
  • Performance: Critérios de tempo de resposta e throughput asseguram que o sistema atenda à demanda esperada.
  • Segurança: Requisitos de proteção de dados e prevenção a vulnerabilidades são críticos em aplicações sensíveis.

Além disso, a ausência de requisitos não funcionais bem definidos pode levar a problemas graves após o lançamento, como lentidão em horários de pico, falhas de segurança ou alta taxa de abandono por parte dos usuários. Portanto, integrar esses critérios desde o início é uma prática indispensável para o sucesso a longo prazo de qualquer software.

Como Equilibrar Requisitos Funcionais e Não Funcionais

Um dos maiores desafios na engenharia de requisitos é equilibrar corretamente os aspectos funcionais e não funcionais. É comum que equipes se concentrem apenas nas funcionalidades, deixando de lado aspectos como performance e segurança, o que pode comprometer a usabilidade e a escalabilidade do produto. Por outro lado, priorizar apenas os não funcionais sem definir as funcionalidades essenciais também é um erro, pois pode resultar em um sistema bonito, mas sem propósito.

Para alcançar esse equilíbrio, é fundamental envolver todos os stakeholders nas discussões de requisitos. Reuniões de alinhamento entre negócios, desenvolvimento e qualidade ajudam a identificar quais funcionalidades são críticas e quais critérios de qualidade são indispensáveis. Técnicas como User Stories e Cenarios de Uso podem ser adaptadas para incluir tanto requisitos funcionais quanto não funcionais, garantindo uma visão holística do produto.

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Conclusão

Dominar a diferenciação entre requisito funcional e não funcional é um passo crucial para o sucesso de qualquer projeto de software. Enquanto os primeiros definem as ações que o sistema deve executar, os segundos garantem que ele faça isso de forma eficaz, segura e agradável ao usuário. Um planejamento completo que considere ambos os aspectos desde o início reduz riscos, otimiza recursos e aumenta drasticamente as chances de entrega de um produto de qualidade.

Portanto, ao planejar sua próxima aplicação, dedique tempo suficiente para discutir e documentar cuidadosamente cada tipo de requisito. Isso não apenas facilita a comunicação entre a equipe e os stakeholders, como também garante que o produto final esteja alinhado com as expectativas de todos os envolvidos. Afinal, construir software de qualidade não se resume a codificar, mas sim a entender e atender às necessidades de forma integrada e equilibrada.

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